terça-feira, 20 de outubro de 2015

Pacientes celebram nova decisão judicial sobre a fosfoetanolamina sintética

Um professor aposentado afirma ter descoberto uma substância capaz de curar diversos tumores: a fosfoetanolamina sintética. As cápsulas azuis e brancas, que se tornaram famosas no boca a boca, seriam eficazes em sinalizar células cancerígenas para o sistema imunológico, facilitando sua destruição.

A pesquisa de Gilberto Orivaldo Chierice teve início na década de 1990, na Universidade de São Paulo (USP), apoiada em estudos internacionais que mostravam a presença marcante de fosfoetanolamina em células cancerígenas. Ficou intrigado e aventou a hipótese de a substância, produzida naturalmente pelo corpo humano, fazer parte de um sistema de defesa anticâncer do organismo. Produziu a versão de laboratório combinando monoetanolamina e ácido fosfórico, usado como conservante de alimentos. A droga chegou a ser fornecida gratuitamente pelo Campus de São Carlos para cerca de mil pessoas por mês.



O professor diz ter procurado a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quatro vezes para produzir o medicamento legalmente, mas foi barrado por falta de testes controlados por médicos e pesquisadores. Solicitou um Hospital Público onde pudesse realizar mais testes, e não obteve qualquer retorno da entidade.

O custo de produção, mesmo em baixa escala, não alcança meros R$ 0,10. Valor tão irrisório, que leva todos os interessados a questionar a que ponto não são os grandes Laboratórios e seu lobby os responsáveis por tanto descaso da parte do Governo e das Agências e Instituições.



Em junho de 2014, por Portaria, a Universidade proibiu a distribuição e o pedido de registro junto à Anvisa. Pacientes e familiares de pacientes que já vinham se medicando entraram na Justiça para exigir a continuidade da distribuição das cápsulas, afirmando que a substância, ainda que experimental, tem resultados eficazes no combate à doença. Um morador de Santa Catarina que produzia e distribuía a droga gratuitamente após ter sua mãe curada, foi preso.

Dia 6 de outubro de 2015 a distribuição foi liberada provisoriamente (até julgamento) por uma decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. Desde então, pacientes que exigem a substância da universidade conseguem esse direito.



Em nota, a USP disse que foi obrigada a fornecer a substância por "centenas de liminares", mas que a fosfo não é remédio. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde, emitiu parecer dizendo que a substância poderia vir a ser um importante medicamento utilizado para combate ao câncer, mas para que as pesquisas, os estudos e a produção da droga avançassem seria necessário ceder a patente a própria Fiocruz.



No próximo dia 29 o Senado Federal vai realizar uma audiência pública conjunta das Comissões de Direitos Humanos, Assuntos Sociais e Ciência e Tecnologia para discutir o tema com pesquisadores e representantes da Anvisa e do Ministério da Ciência e Tecnologia.

A polêmica está lançada e as discussões na internet proliferam.

É compreensível que o paciente procure tratamento alternativo. O risco é quando pessoas com boas chances de recuperação abrem mão do tratamento-padrão para se arriscar em terapias não comprovadas. O paciente perde um tempo precioso de tratamento.

FONTES: G1Época, Blasting NewsFantástico, Domingo Espetácular e  Senado Federal.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Currais Novos inaugura nova unidade da HATMO em homenagem à Sara Sâmela

Neste dia 13 completa-se 1 ano de saudade da nossa guerreira Sara Sâmela. Exatamente nesta data a cidade de Currais Novos parava para chorar a perda da menina e cantar em uma só voz a música "O Barquinho", gravada pela cantora mirim. A dor tem se transformado em saudade e ação, e para coroar o novo ciclo a HATMO tem o orgulho de anunciar a fundação de um novo consulado em Currais Novos, a unidade Sara Sâmela!

A mãe da menina, Denilsa Dantas, também é uma guerreira em tratamento que já enfrentou quimioterapias, radioterapias, e a cirurgia de mastectomia total, mas mesmo assim não deixa de se preocupar com todos os nossos pacientes, e por isso abriu a casa e o coração para apoiar a HATMO.



Quem visitar a unidade Sarah Sâmela, em Currais Novos, vai conhecer mais sobre o transplante de medula óssea, as terapias disponíveis para apoiar e humanizar o tratamento, e se emocionar com um memorial de fotos e objetos pessoais da guerreira. Agende visitas e doações pelo telefone (84) 99811-3029. O endereço é Rua Riacho Trangola N.90, Bairro José Bezerra de Araujo, Conjunto Promora.

Atualmente a REDE HATMO no Interior também conta com o consulado de Tenente Laurentino, Unidade Valclécia Batista Santos.



Ambos os consulados são pontos de apoio aos pacientes do interior do Rio Grande do Norte, e de coleta de doações de produtos de necessidade básica dos nossos pacientes, como fraldas descartáveis tamanho G e GG (Plenituld, Pampers, Turma da Mônica), sabonete glicerinado líquido infantil, hidratante infantil, pomada para assadura, Dersani, luvas e mascaras descartáveis, suplemento alimentar (Ensure, PediaSure, Nutren, Fortini, Sustagen, Sustain), Glutamax, Glutamina, leite em pó, leite de soja, alimentos para cesta básica, entre outros produtos.



Na próxima terça-feira, dia 20, a SIDY'S TV realiza um programa TV CIDADE especial para homenagear a luta de Sara Sâmela e comemorar a fundação do novo consulado da HATMO em Currais Novos. A nossa presidente Rosali Cortez vai estar presente ao lado de Denilsa, Valmir e Vitor Dantas. Quem quiser participar precisa soltar a voz e levar o coração cheio de amor com ação!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Outubro Rosa 2015 no RN

O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades.

Este movimento começou nos Estados Unidos e alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em em torno de tão nobre causa. Isso faz que a iluminação em rosa assuma importante papel, pois tornou-se uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar no mundo.

No Rio Grande do Norte, o INCA estima mais de 660 novos casos este ano, sendo um terço deles só em Natal. Desses, mais de 50% devem ser diagnosticados já em estágio avançado. Ainda de acordo com o INCA, a mamografia periódica permite uma redução de cerca de 30% na mortalidade por câncer de mama em mulheres de 40 a 69 anos.

Na sexta-feira (2) ocorre a solenidade de abertura do Outubro Rosa, às 8h30, em frente à Assembléia Legislativa do RN.

A partir desta quinta-feira (1º), o Grupo Reviver promove um mutirão para realização de mamografias com sua unidade móvel em diversos pontos da capital potiguar. Mulheres de 40 a 49 anos devem portar documento de identificação com foto, cartão SUS e requisição médica e mulheres de 50 a 69 anos devem levar documento de identificação com foto e cartão SUS.

Confira o calendário do mutirão de mamografias:
Horário: 7h30 às 17h
Dias 01 e 02 – Estacionamento da Assembleia Legislativa do RN
Dias 05 a 09 – Policlínica Municipal Zona Norte
Dias 12 a 16 – Unidade de Saúde de Nordelândia - Lagoa Azul, Zona Norte
Dias 19 a 23 – Policlínica da Cidade da Esperança
Dias 26 a 29 – Policlínica Zeca Passos na Ribeira

Aliada à mobilização pelo diagnóstico precoce, a HATMO-RN promove uma campanha para arrecadar leite em pó e suplemento alimentar, itens necessários para manter os pacientes fortes durante a batalha contra a doença. Podem ser doados suplementos como Ensure, PediaSure, Nutren, Fortini, Sustagen, Sustain, entre outros. Você pode nos ajudar mesmo se não morar em Natal/RN. Envie sua doação para Rua Professor Olavo Montenegro 3025 - Capim Macio - Natal/RN - CEP: 59078-330.

Fonte: Secretaria de Saúde, G1 RN e CREA-RN

sábado, 26 de setembro de 2015

TRIBUNA DO NORTE: Hatmo-RN celebra cinco anos e resgata histórias de pacientes

A associação Hatmo-RN (Humanização e Apoio ao Transplantado de Medula Óssea do Rio Grande do Norte) comemora cinco anos de fundação, neste domingo (27). Em comemoração, será realizado um evento para pacientes e voluntários a partir das 18h, na AABB. Atualmente, 260 pacientes, entre crianças e adultos, recebem apoio da associação sem fins lucrativos que humaniza o tratamento de pacientes encaminhados para transplante de medula óssea no Rio Grande do Norte.

Como parte das festividades do quinto aniversário, a associação promove o projeto “Memória Hatmo”, em que histórias de pacientes que foram assistidos pela instituição são resgatadas. “São histórias de vitória, de cura, mas também histórias tristes, de pacientes que acabaram falecendo porque não receberam o transplante a tempo, alguns por desistência de doadores de medula óssea. Mas são todas histórias de luta, de crianças, jovens e adultos. Cada uma delas, reforça a nossa batalha e foi importante para orientar o nosso trabalho”, destaca a presidente da Hatmo-RN, Rosali Cortez.



Fonte: Tribuna do Norte

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

#MemóriaHATMO: A história da guerreira Amandinha pela escritora Ana Esterque

Neste mês de setembro, para celebrarmos o aniversário da HATMO, iniciamos o projeto #MemóriaHATMO, que registra as inspiradoras histórias de luta de cada um dos nossos guerreiros.

Contagiada pelas emoções do projeto, a escritora Ana Esterque fez o relato da sua #MemóriaHATMO em sua página no Facebook. A história da nossa paciente Amandinha, amplamente noticiada pela imprensa em 2014, tocou o coração da paulistana para o trabalho da HATMO. Confira:


A CORAGEM TARDIA

Amanda era uma menina de oito anos que estava na fila para transplante de medula óssea.

Não havia mais tempo sobrando quando, em uma tarde de fevereiro, a mãe da menina recebe um telefonema do hospital. A notícia não poderia ser melhor: fora identificado um doador cadastrado em uma cidade próxima onde a família vivia.

Feitos todos os exames pré-operatórios, a cirurgia liberada e a data marcada, menina e mãe não se continham tamanha era a ansiedade. Na manhã do dia do transplante a equipe médica recebe o telefonema com a notícia de que o doador desistira. O doador covardemente recuou porque teve medo da sala cirúrgica.

Foi uma comoção na região. Família e amigos estavam revoltados, associações em prol de crianças doentes fizeram manifestações em redes sociais, acionaram a imprensa e tocaram todos ao hospital para entrevistar mãe, filha, médico e enfermeira.

"Eu estou triste que ele tenha desistido porque eu queria viver", desabafou a paciente com sua voz infantil ao microfone da repórter.

Vendo ao noticiário enquanto almoçava, o doador comoveu-se em profundidade. Subitamente acometeu-o uma coragem inexplicável- dessa vez verdadeira - e resolveu, por fim, doar sua medula. Imediatamente ligou para o hospital para comunicar a sua última decisão.

Não imaginava que naquele momento a menina havia recebido o diagnóstico de pneumonia, adquirida devido à precariedade de seu sistema imunológico. O transplante agora teria que ser aguardado até que a menina se recuperasse.

Todos rezaram, acenderam velas, fizeram promessas para que a menina se recuperasse prontamente - e para que o doador não desistisse de novo. A menina soube da decisão do doador em voltar a doar, mas já estava fraca demais para ter esperança. Amanda morreu quatro dias depois. 
O doador, então, adoeceu de culpa e arrependimento. Não se soube mais dele e o caso já está esquecido. Ai, mas por qual motivo às vezes, quando a verdadeira coragem chega, já é tarde demais?

(Ana Esterque)

P.S.: Essa história é real, exceto pela parte de o doador sofrer de culpa e arrependimento. Sem imaginação a vida pode ficar insuportável.

Ajude a produzir o Aniversário da HATMO conosco! Já estamos a todo vapor planejando, decorando e adoçando todos os detalhes. Você pode ajudar? Ligue (84) 988058496 e confirme-se! https://www.facebook.com/events/1068132959866670/