domingo, 20 de agosto de 2017

Sangue de veganos é 8 vezes mais eficaz no combate ao câncer



Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco, demonstraram mais um benefício à saúde trazido pela alimentação vegana. Após coletarem o sangue de veganos, e compararem ao de quem se alimentava com uma dieta americana padrão, descobriram uma eficácia 8 vezes maior no combate a células cancerosas. Confira a pesquisa. Outra experiência semelhante, mas de curto prazo, publicada pela Universidade de Oxford, descobriu melhorias substanciais no combate ao câncer de mama após apenas 14 dias de alimentação baseada em vegetais e de exercícios leves, que incluíam caminhadas de 30 a 60 minutos por dia. Segundo os pesquisadores, os exercícios contribuíram para a desaceleração do câncer, mas a alimentação teve duas vezes mais poder no extermínio das células cancerosas.

Os benefícios que o veganismo traz à saúde já são amplamente compartilhados por vários especialistas desde o Diário da Associação Dietética Americana até a Faculdade de Medicina de Harvard, que concordam que essa alimentação não é apenas nutricionalmente benéfica, mas também preventiva.

Se você achar a decisão muito radical, pode alcançar muitos desses benefícios apenas diminuindo o consumo de produtos de origem animal, e assim reduzir significativamente as chances de desenvolver doenças como diabetes, obesidade, problemas cardíacos e câncer.

Em vez de supor que o câncer é um golpe de má sorte, podemos cuidar da nossa saúde e pensar no que colocamos em nossos corpos. Com mais acesso a informações sobre a prevenção do câncer e as curas naturais, nós absolutamente temos uma escolha nesta questão.

FONTE: Collective Evolution e Revista Exame

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Falta de transplantes de medula óssea no RN aumenta angústia de famílias



Desde o ano passado o Rio Grande do Norte não faz transplante de medula óssea. Quem precisa, tem que ir para outros estados. Só que nem sempre tem vaga disponível, e aí começa uma espera angustiante.

Há 4 anos Fernanda recebeu uma notícia que nenhuma mãe gostaria de ter. O filho Raí, na época com 5 anos, estava com leucemia. No ano passado Raí descobriu que precisava de um transplante de medula para ficar curado. Começou a busca com alguém com o mesmo tipo de medula do garoto.

Na falta de um doador compatível Fernanda tomou uma decisão: resolveu engravidar novamente para que um possível irmão de Raí tivesse mais chances de doar a medula. E essa decisão é o que pode salvar a vida do garoto.

A irmãzinha de Raí naceu com a medula 100% compatível com a de Raí. Fernanda pensou que era o fim do problema, mas não foi bem assim. No Estado, os transplantes estão suspensos desde outubro do ano passado, e as vagas fora daqui seguem em ritmo lento.

A central de transplantes do RN explica que os procedimentos foram suspensos porque o único hospital credenciado do Estado passou por uma divisão e de lá pra cá tenta novamente ser credenciado pelo Ministério da Saúde.

FONTE: RN/TV

terça-feira, 4 de julho de 2017

Governo Temer fecha Hospital do Câncer que cuidava de 500 crianças pelo SUS

Cerca de 500 crianças de dez cidades da região de Jundiaí (SP) vão ficar sem atendimento com o fechamento do hospital do Grupo em Defesa da Criança com Câncer (Grendacc). A instituição anunciou que vai encerrar a assistência 24 horas no dia 5 de julho por falta de dinheiro e ajuda do governo federal.



O hospital do Grendacc foi construído há seis meses com dinheiro de doações, um investimento de R$ 3 milhões na obra e em equipamentos, mas estar funcionando era uma exigência para o credenciamento federal. O segundo passo foi juntar documentos necessários e dar entrada no processo no dia 22 de março deste ano, mas nove dias depois do início do processo, o Ministério da Saúde divulgou uma nova regra exigindo no mínimo 60 leitos para credenciar o hospital.

O menino Rodrigo, um dos pacientes, que tem um câncer na perna desabafou: “Eu vou perder tudo… é capaz que eu perca até as minhas esperanças”.



O hospital custa R$ 170 milhões por ano. A dívida que Temer perdoou do Santander (R$ 338 milhões) cobriria os gastos de 2 anos do hospital. Já a dívida perdoada do Itaú (R$ 25 bilhões) sustentaria o Hospital do Câncer por mais de 150 anos.

É justo dificultar o credenciamento de hospitais, congelar e reduzir o orçamento da Saúde Pública em nome da crise, enquanto abre-se mão da arrecadação de bilhões?

FONTE: Bom Dia Brasil , G1 , SBT BRASIL e Plantão Brasil.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Hospital de câncer no centro de SP desativa andar por falta de verba



O Instituto de O Instituto de Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho, em Santa Cecília, região central de São Paulo, desativou, nesta quarta-feira (26), um dos quatro andares do seu prédio após o Ministério da Saúde, sob a gestão Michel Temer (PMDB), negar aumento de R$ 1,7 milhão no repasse para os atendimentos.

Segundo o presidente da instituição, Sérgio Innocenzi, até o fim desta semana mais um andar deverá ser fechado, totalizando a desativação de 33 dos 72 leitos instalados. Com a negativa de incremento no valor de repasse, o hospital deixou de atender, entre segunda (24) e quarta, 56 pessoas.

Segundo o presidente do instituto, os funcionários do centro médico estão ligando para os pacientes para informar sobre a suspensão e evitar que eles sejam dispensados apenas ao chegar para a internação. "Os pacientes são orientados a voltar para as suas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e esperar por um encaminhamento novo", disse Innocenzi.

Além da desativação dos leitos, o centro médico diminuiu em mais de 50% o total de cirurgias nos últimos meses. Antes da crise, 250 pessoas eram operadas na unidade por mês. O número mensal agora caiu para 120.

"Estamos sendo procurados por planos de saúde e a solução para evitar demissões de funcionários será deixar de atender 100% de pacientes do SUS e passar a realizar também atendimentos particulares", disse.

FONTE: Folha de S. Paulo.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Quase metade dos pacientes com câncer tem a quimioterapia interrompida no estado do Rio

A interrupção do tratamento por desabastecimento acontece em 42% dos 19 hospitais que tratam câncer no Rio — na maioria deles, de forma contumaz. Essas unidades foram avaliadas, entre outubro e novembro do ano passado, pelo Conselho Regional de Medicina (Cremerj).

Os números da pesquisa refletem a dor de quem precisa lutar por um tratamento tão agressivo como a quimioterapia. E isso acontece com 46% dos pacientes com câncer que dependem do SUS no Rio.



Segundo a oncologista Sabrina Chagas, o benefício da quimioterapia curativa ocorre até oito a 12 semanas após a cirurgia para a maioria dos cânceres:

— Depois, perde-se a qualidade do tratamento. Não sabemos seu real benefício.

Para a diretora técnica do Hospital Mario Kröeff, na Penha, os problemas ocorrem por falhas no SUS, que dispõe de uma pequena oferta de alguns exames, trabalha com uma tabela para contratação de serviços com valores defasados há mais de 30 anos e submete os doentes a uma fila única.

FONTE: Jornal Extra